Pesquisadora do LEBIOS Publica Estudo Sobre Saúde Bucal da População Quilombola Brasileira
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| Marlucia em trabalho de campo. |
O trabalho é resultado de pesquisas realizadas por Marlucia Luz, odontóloga e servidora de carreira da SESPA, durante o seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva na Amazônia (PPGSCA/UFPA) concluído no ano de 2025. O objetivo do artigo foi realizar uma revisão integrativa de literatura a partir de pesquisas bibliográficas feitas em diferentes bases científicas (LILACS, PubMed e SciELO)a fim de identificar a produção, avanços e lacunas do conhecimento científico, bem como os desafios relacionados à saúde bucal da população quilombola brasileira entre os anos de 2009 e 2024.
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| Marlucia em trabalho de campo. |
Esta é mais uma importante contribuição do LEBIOS para a Saúde Coletiva e para a produção de maiores conhecimentos sobre a saúde das populações quilombolas brasileiras.
Parabéns à Marlucia e aos demais autores !
Resumo do trabalho
Objetivo: Identificar a produção científica sobre a saúde bucal da população quilombola no período de 2009 a 2024, destacando avanços, lacunas e os fatores determinantes apontados na literatura. Métodos: Revisão integrativa da literatura, conduzida com base nas recomendações do PRISMA 2020. As buscas foram realizadas nas bases LILACS, PubMed, e SciELO, utilizando os descritores “Saúde Bucal” e “Quilombola”, em português e inglês, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Resultados: A amostra incluiu 18 estudos que abordaram aspectos clínicos, epidemiológicos e socioculturais da saúde bucal em comunidades quilombolas. Observou-se predominância de estudos transversais (n=13), com evidências de elevada prevalência de cárie dentária, doença periodontal, má oclusão e defeitos de desenvolvimento do esmalte. Entre os fatores associados destacaram-se condições ambientais, uso de antibióticos durante a gestação, desnutrição infantil e possíveis componentes genéticos. Além disso, barreiras de acesso aos serviços odontológicos, ausência de água fluoretada, baixa escolaridade e fragilidade das ações educativas reforçam as iniquidades em saúde bucal. Considerações finais: Observa-se crescimento recente das pesquisas sobre a temática, com evidências que fomentam o fortalecimento de políticas de equidade, ampliação do acesso aos serviços odontológicos e inclusão dessas comunidades em inquéritos nacionais para subsidiar ações de redução dessas iniquidades.
O artigo completo pode ser acessado gratuitamente através do link: https://acervomais.com.br/
Boa leitura !
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