Pesquisadora do LEBIOS Publica Estudo Sobre Saúde Bucal da População Quilombola Brasileira


Marlucia em trabalho de campo.

No dia 30 de julho de 2026 foi publicado na Revista Eletrônica Acervo Saúde (Volume 26, número 7, 2026) o artigo intitulado "Saúde bucal da população quilombola Brasileira" de autoria de Marlucia Oliveira Luz, Jacqueline Cunha da Serra Freire e Hilton Pereira Silva.

O trabalho é resultado de pesquisas realizadas por Marlucia Luz, odontóloga e servidora de carreira da SESPA, durante o seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva na Amazônia (PPGSCA/UFPA) concluído no ano de 2025. O objetivo do artigo foi realizar uma revisão integrativa de literatura a partir de pesquisas bibliográficas feitas em diferentes bases científicas (LILACS, PubMed e SciELO)a fim de identificar a produção, avanços e lacunas do conhecimento científico, bem como os desafios relacionados à saúde bucal da população quilombola brasileira entre os anos de 2009 e 2024.

Marlucia em trabalho de campo.

Esta é mais uma importante contribuição do LEBIOS para a Saúde Coletiva e para a produção de maiores conhecimentos sobre a saúde das populações quilombolas brasileiras.

Parabéns à Marlucia e aos demais autores !

Resumo do trabalho

Objetivo: Identificar a produção científica sobre a saúde bucal da população quilombola no período de 2009 a 2024, destacando avanços, lacunas e os fatores determinantes apontados na literatura. Métodos: Revisão integrativa da literatura, conduzida com base nas recomendações do PRISMA 2020. As buscas foram realizadas nas bases LILACS, PubMed, e SciELO, utilizando os descritores “Saúde Bucal” e “Quilombola”, em português e inglês, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Resultados: A amostra incluiu 18 estudos que abordaram aspectos clínicos, epidemiológicos e socioculturais da saúde bucal em comunidades quilombolas. Observou-se predominância de estudos transversais (n=13), com evidências de elevada prevalência de cárie dentária, doença periodontal, má oclusão e defeitos de desenvolvimento do esmalte. Entre os fatores associados destacaram-se condições ambientais, uso de antibióticos durante a gestação, desnutrição infantil e possíveis componentes genéticos. Além disso, barreiras de acesso aos serviços odontológicos, ausência de água fluoretada, baixa escolaridade e fragilidade das ações educativas reforçam as iniquidades em saúde bucal. Considerações finais: Observa-se crescimento recente das pesquisas sobre a temática, com evidências que fomentam o fortalecimento de políticas de equidade, ampliação do acesso aos serviços odontológicos e inclusão dessas comunidades em inquéritos nacionais para subsidiar ações de redução dessas iniquidades.

O artigo completo pode ser acessado gratuitamente através do link: https://acervomais.com.br/

Boa leitura !


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Evolução Humana: 10 Ancestrais Essenciais!

Nota de Falecimento

Notícias Recentes Sobre Paleoantropologia