quinta-feira, 21 de setembro de 2017

III SEMINÁRIO DE BIOANTROPOLOGIA DO PPGA - 2017

III SEMINÁRIO DE BIOANTROPOLOGIA DO PPGA - 2017

O objetivo do Seminário de Bioantropologia é apresentar a Antropologia Biológica em seus variados campos à comunidade acadêmica, uma vez que nossa área ainda é praticamente desconhecida do público em geral, mostrar a diversidade de abordagens que podem ser feitas utilizando-se os instrumentos antropológicos (sensu latu) para a compreensão da vida das populações do passado e do presente, e ser um "painel" sobre os trabalhos em andamento no PPGA e nossas parcerias. 

Além disso, teremos a primeira exposição sobre Evolução Humana do PPGA.

Sua presença será uma honra!

INSCREVA-SE JÁ!! A PROGRAMAÇÃO SEGUE ABAIXO: 







REALIZAÇÃO:






quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Palestra: Evolução Humana - Instituto de Ciências da Saúde/ICS/UFPA

Palestra: Evolução Químico-
Biológica: Da Ancestralidade Humanan à Autora dos Tempos Neodarwinistas


Participação do Prof. Dr. Hilton P Silva -Bioantropologia - PPGA/UFPA

Evento Gratuito

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Palestra - Ecologias do contato e do silêncio: caça, fuga e conhecimento em coletivos isolados na Amazônia


O Programa de Pós-Graduação em Antropologia convida todos a participarem da palestra intitulada Ecologias do contato e do silêncio: caça, fuga e conhecimento em coletivos isolados na Amazônia, que será proferida pelo Prof. Dr. Uirá Fellipe Garcia (UNIFESP), no dia 25 de agosto de 2017, às 10h, no miniauditório do PPGA/IFCH.


O Professor Uirá Fellipe Garcia possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado e doutorado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), e pós-doutorado pelo departamento de antropologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), desenvolve pesquisa junto aos Awá-Guajá, grupo indígena de língua Tupi-Guarani do Maranhão. É membro do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) da Universidade de São Paulo, e do Núcelo de Antropologia Simétrica (NAnSi) do PPGAS do Museu Nacional/UFRJ. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Etnologia Indígena Amazônica, atuando principalmente nos seguintes temas: caça e ecologia; parentesco; sistemas de conhecimento e ação; teoria antropológica.

Link:  

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Seminário sobre Saúde Indígena na UFPA


Palestrantes
Nesta quarta-feira, dia 16 de agosto, ocorreu o "I Seminário: Uma Sociedade em Transformação e seus Direitos", coordenado pela mestranda em bioantropologia do PPGA e diretora da Associação dos Estudantes Indígenas da UFPA  (APYEUFPA) Eliene dos Santos Rodrigues - Putira (https://www.portal.ufpa.br/index.php/ultimas-noticias2/404-seminario-discute-transformacao-e-direito-dos-povos-indígenas).


O evento, co-organizado pela Fundação Villas Bôas, APYEUFPA e Liga Acadêmica de Saúde Indígena (LASIPA), reuniu pesquisadores, professores, estudantes, caciques e juristas de diversas instituições. Focado na situação dos povos indígenas, o Seminário apresentou uma série de sugestões para o processo seletivo da UFPA, para as Secretarias de Saúde e de Educação do Estado, além de oportunizar aos participantes esclarecimentos de diversos aspectos da legislação sobre os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais.

Lideranças Indígenas e Convidados

Prof. Dr. Hilton P Silva e a Coordenadora do evento, Mestranda em Bioantropologia Putira Rodrigues Baré (ao centro), e convidados


terça-feira, 18 de julho de 2017

Encontrado primeiro esqueleto completo no Cemitério dos Pretos Novos, no Rio de Janeiro

Encontrado esqueleto completo no Cemitério dos Pretos Novos

·  05/07/2017 12h29 Publicação

·  Rio de Janeiro Localização

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil*

Após sete meses de escavações, foi encontrado o primeiro esqueleto inteiro no Cemitério dos Pretos Novos, sítio arqueológico descoberto em 1996 na região portuária do Rio de Janeiro. No local, onde hoje funciona o Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN), eram jogados os corpos dos africanos escravizados que morriam na travessia marítima para o Brasil.

As escavações ocorreram em uma área de 2 metros quadrados (m2) de um dos poços de observação do cemitério. O trabalho foi coordenado pelo arqueólogo Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores identificaram que a ossada é de uma mulher que morreu com aproximadamente 20 anos, no início do século 19, portanto, há cerca de 200 anos. O esqueleto encontrado no Cemitério dos Pretos Novos recebeu o nome de Josefina Bakhita, em homenagem à primeira santa africana da Igreja Católica.


Tavares explica que o fato de ser uma mulher é surpreendente, pois apenas 9% dos africanos escravizados trazidos para trabalharem no Brasil eram do sexo feminino. Ele destaca que a posição em que ela foi encontrada, entrelaçada a outros restos mortais, comprova a forma desumana com que os africanos eram tratados. Os corpos eram empilhados e queimados sem proteção, cuidado ou respeito. "O indivíduo passa a contar a sua história. Não são somente ossos esparsos e quebrados, como até então havíamos encontrado. Agora estamos encontrando os indivíduos. Isso é muito importante, porque, pela primeira vez, estamos encontrando os africanos que chegaram ao Rio de Janeiro".

O ossada encontrada é de uma mulher e recebeu o nome de Josefina Bakhita, em homenagem à primeira santa africana da Igreja Católica. Arqueólogos estimam que ela morreu com aproximadamente 20 anos, no início do século 19.
O cemitério funcionou entre 1769 e 1830, quando foi desativado, e ficou escondido até 1996, quando a proprietária da casa construída sobre ele, Merced Guimarães, encontrou restos mortais durante uma reforma no imóvel. "No início a gente achou que eram pessoas da casa que haviam sido enterradas ali. Aí a gente ficou pensando [no que fazer] e fomos até o Centro Cultural José Bonifácio [municipal, dedicado à preservação da cultura afro-brasileira]. Lá eles falaram que aqui era o antigo cemitério dos escravos".

A descoberta ocorre às vésperas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciar se o Cais do Valongo, também na região portuária do Rio, por onde se estima que tenham desembarcado no país cerca de 1 milhão de africanos escravizados, receberá o título de Patrimônio Mundial. O anúncio está previsto para ser feito no dia 7 ou 8 de julho. O local já é registrado como sítio arqueológico nacional pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Verba

Apesar de ser um dos principais pontos históricos relacionados à história da diáspora africana, o trabalho do instituto está ameaçado pela falta de verbas. De acordo com Merced, que dirige a entidade, o aporte de R$100 mil solicitado à prefeitura foi negado. "Aqui tem que ter uma verba de custeio, a prefeitura não tem isso, a não ser por lei. Quando passar de agosto, não sei se a gente vai conseguir manter isso aqui aberto. Se não for o tempo todo, vamos abrir pelo menos algum dia da semana. E sem luz".

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultural, o IPN recebia verba da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), mas o acordo de repasse venceu em março. A secretaria informa que, por enquanto, não há orçamento destinado ao instituto, mas que isso será resolvido em breve com auxílio da prefeitura. Também será oferecida consultoria para que o espaço se torne autossustentável.

Além disso, a secretaria explica que o IPN tem recebido apoio e suporte da pasta para, por exemplo impressão de material e realização de atividades no Centro Cultural José Bonifácio. O IPN também está envolvido no projeto de territorialidade do Museu da Escravidão e da Liberdade [1], a ser implantado na região portuária. A secretária de Cultura, Nilcemar Nogueira, falou sobre o projeto [2] do museu na semana passada.

*Colaborou Tâmara Freire, repórter do Radiojornalismo EBC
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Antonio Carlos Moreira
Assessor de Imprensa 
Museu Nacional/UFRJ




 SERVIÇO
Museu Nacional/UFRJ
O primeiro museu do Brasil e a mais antiga instituição científica de História Natural e Antropologia do País
Local: Quinta da Boa Vista – Bairro Imperial de São Cristóvão – Rio de Janeiro -- RJ - Brasil
Aberto de terça a domingo, das 10 às 16 horas, e as segundas das 12 às 16 horas
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Gratuidade: crianças até 5 anos e pessoas com deficiência
Entrada gratuita, todos os dias, a partir das 15 horas

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Estudo sugere que os Neanderthais utilizavam "odontologia pré-histórica"

Recentemente, foi publicado um estudo que possui como resultados a ideia de que os Neanderthais já poderiam se utilizar de inteligência suficiente para realização do que chamaram de "odontologia pré-histórica". O estudo publicado no Boletim da Associação Internacional de Paleodontologia, encontrou ranhuras, fraturas e sulcos, resumindo, sinais que indicam que os dentes teriam sido manipulados para a resolução de problemas odontológicos. 
Abaixo segue o texto intitulado "Neanderthais já praticavam 'odontologia pré-histórica' há 130 mil anos, diz estudo" escrito por Fábio de Castro, de O Estado de S.Paulo (Estadão).

Há 130 mil anos, o homem de Neanderthal já praticava uma espécie de "odontologia pré-histórica", de acordo com um novo estudo que analisou um conjunto de dentes encontrados há mais de 100 anos, na Croácia. 
A análise dos dentes de um Neanderthal mostrou uma série de sulcos, ranhuras e fraturas que revelam tentativas de lidar com problemas odontológicos como um dente impactado  e um outro desalinhado, de acordo com os autores do estudo, liderado por cientistas da Universidade do Kansas (Estados Unidos).

Legenda: A análise dos dentes de um Neanderthal mostrou uma série de sulcos, ranhuras e fraturas que revelam tentativas de lidar com problemas odontológicos como um dente impactado  e um outro desalinhado, de acordo com os autores do estudo, liderado por cientistas da Unviersidade do Kansas (Estados Unidos). Foto: David Frayer, University of Kansas
Segundo os autores, assim como outros estudos recentes, a nova pesquisa indica que os Neanderthais eram muito mais inteligentes do que se pensava. 
"Havia sulcos feitos com algum tipo de palito, fraturas e ranhuras nos pré-molares. De maneira geral, tudo isso indica que esse Neanderthal tinha algum problema dentário que estava tentando tratar sozinho, como um humano moderno poderia fazer", afirmou um dos autores da pesquisa, o antropólogo David Frayer.
A pesquisa teve seus resultados publicados hoje no Boletim da Associação Internacional de Paleodontologia. Os cientistas analisaram quatro dentes isolados, mas que provavelmente pertenciam ao lado esquerdo da boca de um só indivíduo.
Em Krapina, na Croácia, onde os dentes foram encontrados entre 1899 e 1905, os autores do novo estudo já haviam feito uma série de descobertas sobre a vida Neanderthal. Uma delas foi um estudo publicado em 2015 sobre um conjunto de garras de águia com marcas de cortes e moldadas como adornos.
Na nova pesquisa, os cientistas analisaram os dentes com microsópios para documentar o desgaste oclusal - isto é, como os dentes se encaixavam na mordida -, a formação de sulcos feitos com palitos, ranhuras na dentina e fraturas no esmalte antes da morte.
Segundo os cientistas, não foi possível localizar a mandíbula do indivíduo para buscar indícios de infecções nas gengivas, mas os sulcos e ranhuras nos dentes indicam que provavelmente algo estava causando irritação e desconforto por algum tempo nesse indivíduo.
Os cientistas também verificaram que o terceiro molar e um pré-molar haviam sido empurrados para fora de suas posições normais. Foram encontradas seis sulcos nesses dentes e nos dois molares vizinhos.
Segundo Frayer, as características do pré-molar e do terceiro molar estão associadas com vários tipos de manipulação dentária. "As ranhuras indicam que esse individuo estava enfiando algo em sua boca para alcançar o pré-molar fora de posição", disse Frayer.
Os cientistas não conseguiram identificar o que o Neanderthal usou para produzir os sulcos nos dentes, mas é possível que tenha sido um pedaço de osso, ou um caule duro de gramínea.
"Talvez não seja surpreendente que um Neanderthal tenha feito isso, mas até onde sei não havia sido encontrado nenhum outro espécime que combinasse todas essas intervenções em um padrão que indique tão claramente a tentativa de tratar um problema de erupção", disse Frayer.
Inteligência analgésicose O novo estudo, segundo Frayer, é interessante quando associado à descoberta de que os Neanderthais faziam adornos com garras de água, porque até agora era comum se pensar que os Neanderthais não teriam inteligência comparável à humana. 
Em um estudo publicado em março, outro grupo de cientistas também revelou evidências de que os Neanderthais utilizavam formas naturais de penicilina e de aspirina para tratar a infecções associadas a problemas dentários.
"Tudo isso sugere que o Neanderthal era capaz de modificar seu ambiente com o uso de ferramentas. Palitar os dentes e neles produzir ranhuras e fraturas são ações que mostram que os Neanderthais faziam intervenções dentro da boca para tratar irritações dentais. Ou pelo menos esse Neanderthal fazia", disse Frayer.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Walter Neves comenta sobre as recentes descobertas do sítio de Jebel Irhoud

Em entrevista ao Ciência USP, o professor Walter Neves comenta sobre as recentes descobertas do sítio de Jebel Irhoud, no qual fósseis de Homo sapiens foram encontrados e datados com aproximadamente 350 mil anos, o que antecipa em pelo menos 100 mil anos o aparecimento de nossa espécie. 

Abaixo o vídeo da entrevista com o professor Walter Neves e o link para acesso no Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=uk5DkeRVlQY


video