Pesquisadora do LEBIOS concede entrevista à revista Saúde e Sociedade

Putira Sacuena e coletivo de sanitaristas indígenas no 10º Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS) da Abrasco, em Manaus, 2026.

Foi recentemente publicado, no periódico Saúde e Sociedade (Volume 35, Número 2, 2026), uma entrevista com a Dra. Eliene dos Santos Rodrigues Putira Sacuena. 

Da etnia Baré, biomédica, egressa do PPGA, pesquisadora do LEBIOS e a primeira doutora indígena em bioantropologia do Brasil, Putira Sacuena é ativista pelos direitos dos povos originários e tem ampla produção técnica e científica reconhecida nacional e internacionalmente (https://bioantropologiaufpa.b); (https://bioantropologiaufpa.blog), sendo também atual diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da Secretaria de Saúde Indígena (DAPSI) (https://bioantropologiaufpa.blogspot.c). 

A entrevista, conduzida pelas pesquisadoras Natália Farias e Elizangela da Silva Costa Baré, integra o Dossiê "Ações antirracistas na APS: desafios para a garantia da equidade" e traz detalhes sobre a  trajetória de vida de Putira enquanto mulher indígena, liderança política e cientista, além de reflexões importantes sobre temas como o reconhecimento dos saberes indígenas na elaboração de políticas públicas para os povos originários, os desafios para a superação do racismo institucional e a importância da representatividade indígena na gestão da saúde. 

O LEBIOS parabeniza a Putira por sua trajetória e por mais esta importante contribuição para a luta contra o racismo e para o fortalecimento da saúde e da ciência brasileira !

Resumo da entrevista:

Nesta entrevista, Putira Sacuena compartilha reflexões sobre sua trajetória como mulher indígena, liderança, biomédica, cientista e atual diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da Secretaria de Saúde Indígena. A conversa articula dimensões pessoais e políticas, compondo uma narrativa comprometida com a transformação das estruturas que historicamente invisibilizaram os povos indígenas. Putira reflete sobre sua formação na comunidade, destacando os saberes herdados especialmente de sua avó paterna, parteira no território do Rio Negro. Esses conhecimentos entrelaçados à sua formação acadêmica sustentam sua atuação como “doutora parente”. Com base em sua experiência na saúde coletiva e na gestão pública, Putira discute os desafios da formação de profissionais de saúde, o enfrentamento ao racismo institucional e a necessidade de políticas que reconheçam a transversalidade da saúde indígena no SUS. Defende o fortalecimento das medicinas indígenas como formas legítimas de cuidado, ciência e política. Putira nos convida a repensar o SUS a partir dos territórios indígenas e a reconhecer as ciências indígenas como fundamento para uma atenção verdadeiramente diferenciada e antirracista.

A entrevista completa pode ser acessada em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/QS5VJYkvkK

Boa leitura !

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